Não tenho sido uma boa filha ou companheira ou estudante ou seja lá o que for. O meu problema é que exagero em tudo que não posso, como por exemplo as bebidas sem fim que insisto em tomar todos os dias. Eu sou movida a álcool.
Há uns quatro anos, quando eu enchia a cara todos os dias, as pessoas diziam que eu era viciada e que poderia tornar-se um grande problema na minha vida. Bobagem... Obviamente que eu achava uma bobagem e não acreditava em nada daquilo. Eu até parei um pouco por um instante, quando uma grande bomba estorou e fui obrigada a parar. Depois, quando finalmente voltei, foi com tudo. Voltei para realmente arrasar com tudo.
A única coisa que realmente não desce é vodka, mas até vinho vagabundo vai com tudo. Whisky Old Eight, vulgo "Bebe e Deite", é uma maravilha também... E o bom é que você pode se sentir o máximo com aquele copinho cheio de gelo misturando pra lá e pra cá... É realmente um charme único.
Não tenho preconceito com copos. Não tenho preconceito com cervejas, mas obviamente que conheço muito bem sobre elas e prefiro as minhas Stella's... Desce bem e é bonita, isso que conta.
Eu não sei exatamente se me arrependo de alguma coisa, só sei que gostaria realmente de sumir algum dia, um dia em que ninguém imaginasse que eu pudesse fazer isso.
As únicas horas do dia que são legais são aquelas em que eu desapareço. E sabe qual é o meu sonho secreto? Viajar sem avisar absolutamente ninguém.
- Oi, tia, a Stê tá aí?
- Não, querida... Ela foi para a Eslovênia e deve ficar lá por uns 37 anos.
- Aaahhh...
E um dia eu sumirei de vez, essa é a única certeza que eu tenho, que, na verdade, eu sempre tive. Não sei se eu tenho medo ou se espero demais por isso, mas é uma certeza, oras bolas...
É a arte de desaparecer. E todos conseguem fazê-la. Um dia ou outro, alguém TERÁ que fazer a arte de desaparecer quer queira ou não, é a vida, está dentro dela e não tem jeito.
Eu não quero mais fazer merdas, juro... Mas elas ainda me chamam muita atenção, acho que sou eu que as procuro, não é possível. Elas sempre vêm. E talvez eu ainda goste muito de fazê-las...