Monday, May 18, 2009

São todas as tardes



Um encontro com você não preciso dizer mais o que significa. Precisaria de um mundo inteirinho esperando só para ver o que aconteceria daqui alguns minutos, todos ansiosos, com esperanças, mas tudo em vão; nós sabemos bem o que tudo significa pra gente. Não precisamos mais demonstrar nada.

Eu não espero as coisas. algumas vezes, elas são previsíveis. É bom quando elas são imprevisíveis, mas, na maioria das vezes, são previsíveis. E eu costumo falar exatamente do jeito que você quer, cada palavra. E você, faz exatamente as coisas que eu quero, a cada momento.

Podia ser assim sempre. Pena que eu ainda não acredito no sempre.

Sunday, April 05, 2009

Friday, March 27, 2009

Sempre os mesmos assuntos



É incrível quando a gente pára pra pensar em quantas vezes fizemos tal e tal coisa e, muitas vezes, percebemos que sem querer, aquilo se tornou parte de nós.

Eu percebi algumas coisas, mas não todas. Talvez possa até me assustar com as que ainda não percebi, ou talvez eu mude mais ainda e torne tudo isso num grande passado.

Falando disso, eu nunca pensei que certas coisas que estão acontecendo comigo aconteceriam um dia... É... O tempo passa, e, com ele, todo um passado estranho.

É estranho?

Talvez seja estranho mesmo quando eu vejo que deixei muitas coisas que não deveria ter deixado para trás ou até mesmo que fiz muitas coisas que não deveriam ser feitas jamais. Mas se eu fizesse aquilo que eu não fiz ou se eu não tivesse feito aquilo que eu não deveria ter feito, talvez eu não soubesse metade dos meus erros. Infelizmente, nós aprendemos com nossos erros e temos que cometer cada vez mais e mais vezes para ficarmos, assim, mas "sábios". E essa é a única forma que eu consigo ver de aprender alguma coisa... Isso sim pode ser triste.

Não canso de falar que eu não me arrependo, pois eu realmente não me arrependo - mesmo daquelas coisas que eu jamais deveria ter feito ou daquelas que eu queria fazer e acabei não fazendo.

Acho que se um dia eu me arrepender, a minha vida não terá realmente mais nenhum sentido. E a graça está justamente no sentido que ela ainda tem pra mim, mesmo sendo mínimo.

Hoje, quando eu me vejo no espelho, muitas vezes consigo enxergar o que não enxergava antes e consigo encontrar alguma razão para ir onde deveria ir.

E não é à toa que isso tudo está acontecendo...

Thursday, March 26, 2009

Onde foi parar a porra da stê de verdade?

Não tenho sido uma boa filha ou companheira ou estudante ou seja lá o que for. O meu problema é que exagero em tudo que não posso, como por exemplo as bebidas sem fim que insisto em tomar todos os dias. Eu sou movida a álcool.

Há uns quatro anos, quando eu enchia a cara todos os dias, as pessoas diziam que eu era viciada e que poderia tornar-se um grande problema na minha vida. Bobagem... Obviamente que eu achava uma bobagem e não acreditava em nada daquilo. Eu até parei um pouco por um instante, quando uma grande bomba estorou e fui obrigada a parar. Depois, quando finalmente voltei, foi com tudo. Voltei para realmente arrasar com tudo.

A única coisa que realmente não desce é vodka, mas até vinho vagabundo vai com tudo. Whisky Old Eight, vulgo "Bebe e Deite", é uma maravilha também... E o bom é que você pode se sentir o máximo com aquele copinho cheio de gelo misturando pra lá e pra cá... É realmente um charme único.

Não tenho preconceito com copos. Não tenho preconceito com cervejas, mas obviamente que conheço muito bem sobre elas e prefiro as minhas Stella's... Desce bem e é bonita, isso que conta.

Eu não sei exatamente se me arrependo de alguma coisa, só sei que gostaria realmente de sumir algum dia, um dia em que ninguém imaginasse que eu pudesse fazer isso.

As únicas horas do dia que são legais são aquelas em que eu desapareço. E sabe qual é o meu sonho secreto? Viajar sem avisar absolutamente ninguém.

- Oi, tia, a Stê tá aí?
- Não, querida... Ela foi para a Eslovênia e deve ficar lá por uns 37 anos.
- Aaahhh...

E um dia eu sumirei de vez, essa é a única certeza que eu tenho, que, na verdade, eu sempre tive. Não sei se eu tenho medo ou se espero demais por isso, mas é uma certeza, oras bolas...

É a arte de desaparecer. E todos conseguem fazê-la. Um dia ou outro, alguém TERÁ que fazer a arte de desaparecer quer queira ou não, é a vida, está dentro dela e não tem jeito.

Eu não quero mais fazer merdas, juro... Mas elas ainda me chamam muita atenção, acho que sou eu que as procuro, não é possível. Elas sempre vêm. E talvez eu ainda goste muito de fazê-las...

Tuesday, March 10, 2009

A nova vida



Tenho tantas coisas novas que eu comprei para lhe mostrar e para ver a sua reação diante das minhas novas realizações... Eu tenho também tantas coisas novas para contar para diversas pessoas... Há muito para fazer nesses últimos tempos que eu não consigo nem achar um horário. Antigamente, costumava ser ao contrário: eu não tinha absolutamente nada para fazer ou para mostrar. Hoje, tudo me parece tããão diferente que até aquele meu mal-humor diminui significamente.

Quando as pessoas falam para mim “isso está realmente muito bem reformulado” eu acredito e tento melhorar cada vez mais, se possível. Eu dependo disso, a minha vida depende disso, eu dependerei disso, creio eu; pelo menos espero ter de depender disso, já que gosto tanto assim do que eu faço, do que eu escolhi para fazer.

Comprei uns sapatos novos, uns filmes novos, uns livros novos e umas fotografias novas. A minha coleção de postais só aumenta e a minha vontade de me mostrar para o mundo cresce com ela, cada vez mais e mais. Eu percebi que estava presa num universo estranhamente meu, onde apenas pessoas que eu considerava legais entravam. Esse universo se expandiu tanto que eu pude perceber que há tantas outras coisas... Pode ter até outras cores, que eu jamais pensei em conhecer.

O palácio da minha imaginação sem fim para fazer perguntas idiotas e pensar a respeito de coisas extremamente imbecis foi demolido. Eu penso no presente, vivo para fazer um bom presente e obter um ótimo futuro. Quero que continue assim.

Friday, January 30, 2009

Mais um cigarro, por favor



Hoje o meu cinzeiro transbordou junto com a minha paciência, por um momento. Foi justamente no momento em que começaram a gritar comigo, que jogaram palavras estúpidas do nada, que não precisavam ser ditas.
Eu não acredito nessas coisas, acredito nos meus sonhos, eles que fazem com que eu seja feliz... Eles que fizeram com que eu sobrevivesse até hoje. Eu sonho, sonho até demais. Sonho por mim, pelos meus parentes, amigos, desconhecidos, animais e todo um resto de pessoas. E acredito fielmente que um dia elas possam virar realidade.

Mas por quê? É tão difícil assim de conseguir atingi-los? Ou o problema é comigo?

O tempo só passa, eu vejo que não consigo fazer nada para realizá-los e entro em desespero, milhares de vezes. Hoje foi por pouco tempo, mas, normalmente, esse desespero pode durar até dias. Frustrações, eu as odeio, de verdade.

Acho que eu não precisaria pensar muito mais, bastava viver. Viver é bom, eu gosto... Mas está faltando algum tempero, alguma coisa que eu não sei explicar exatamente o que é e nem a quantidade. Só sei que falta, o que já é um grande começo.

Sal? Açucar? Pimenta? Salsa? Cebolinha? Vou tentar todos, vou realmente me jogar para ver no que dá tudo isso.

Wednesday, January 28, 2009

Não gosto de segundas-feiras e nem de domingos.



Não é algo mais repetitivo, foi alguma coisa que aconteceu recentemente e que eu não me dei conta. Talvez por conta do meu humor, ou da chuva que insiste em cair todos os dias e alagar tudo aqui por perto.

Não gosto das segundas-feiras, assim como não gosto dos domingos. Não sei exatamente o porquê, mas simplesmente não gosto. São vazios, mais vazios que todas as outras tardes. Gosto das minhas tardes vazias, mas das tardes de segundas-feiras e de domingos eu definitivamente não suporto.

Hoje a chuva insistiu novamente em cair o dia todo, só foi parar quando já era de noite. A chuva tem sido muito insistente e isso me deixa realmente nervosa, pois não há para onde ir, para onde fugir, o que fazer e nem quem chamar para dar risada. O trânsito é muito grande, tudo fica pior, as pessoas ficam desesperadas e eu me sinto sozinha.

Além de tudo isso, hoje, por um momento, depois de bastante tempo sem sentir essa sensação péssima, tive a experiência da tristeza, novamente. Ela não foi tão grande, foi mais um desabafo, ou talvez uma raiva momentânea, não há como explicar exatamente. Queria tirá-la, e eu consegui, felizmente. Conversei com as pessoas certas, talvez no momento certo.

Não quero mais brigar por besteiras, isso só faz com que eu perca tempo e paciência. Quero gastar o meu tempo e a minha paciência com coisas mais divertidas, como jogar truco, por exemplo. Ou sinuca, de uma maneira que só eu e meus amigos entendemos.

In the Cold, Cold, Night



Yesterday I got so old
I felt like I could die
yesterday I got so old
it made me want to cry
go on go on
just walk away
go on go on
your choice is made
go on go on
and disappear
go on go on
away from here

And I know I was wrong
when I said it was true
that it couldn't be me and be her
in between without you
without you

Yesterday I got so scared
I shivered like a child
Yesterday away from you
it froze me deep inside
come back come back
don't walk away
come back come back
come back today
come back come back
what can't you see
come back come back
come back to me

And I know I was wrong
when I said it was true
that it couldn't be me and be her
in between without you
without you